O Cabo Girão encabeça a maioria das listas dos melhores locais para fotografar na Madeira — uma falésia vulcânica de 580 metros com um miradouro de piso de vidro no topo, e um ângulo completamente diferente e mais dramático visto da água, mais abaixo. Mas a ilha tem pelo menos mais nove locais que merecem que se organize uma manhã à sua volta, de uma península de rocha vermelha ao nascer do sol a uma vila de pescadores que só fica bem na última hora de luz. Eis a lista ordenada, com a hora do dia que realmente importa para cada um.
1. Cabo Girão — melhor visto de baixo, na hora dourada
O Cabo Girão é uma das falésias marítimas mais altas da Europa, e a maioria dos visitantes só o vê a partir do miradouro de piso de vidro no topo. A fotografia mais marcante é a de baixo: um barco privado a passar junto à base da falésia coloca a parede de basalto de 580 metros na íntegra bem por cima da cabeça, com as bananeiras em socalcos agarradas à rocha acima. A luz do final da tarde varre a face da falésia e dá à rocha vulcânica uma cor de ferrugem profunda — a mesma janela de luz que um Day Trip da Chifbay atravessa na saída de Câmara de Lobos.
2. Ponta de São Lourenço — melhor ao nascer do sol
A península oriental da Madeira não se parece com mais nenhum ponto da ilha: cristas vulcânicas nuas, de um vermelho-ocre, a cair sobre um mar turquesa, sem nada da floresta de laurissilva verde que cobre a maior parte do interior. Por estar voltada a leste, o nascer do sol ilumina a rocha de frente e o trilho está mais vazio antes de o parque de estacionamento encher — chegue nos primeiros raios de luz para uma fotografia sem mais ninguém nela.
3. Câmara de Lobos — melhor na última hora antes do pôr do sol
Esta vila piscatória em atividade, de casas coloridas empilhadas sobre um pequeno porto, foi celebremente pintada por Winston Churchill, e continua a ficar melhor vista da água na última hora de luz, quando os barcos no porto e as fachadas em tons pastel acima deles captam a mesma cor quente. É uma das primeiras paragens da rota costeira da Chifbay a partir do Funchal, e vale a passagem lenta.
4. Pico do Arieiro — melhor pouco antes do nascer do sol
Com 1.818 metros, o terceiro pico mais alto da Madeira fica muitas vezes acima da linha das nuvens, e chegar ainda de noite, antes do nascer do sol, é o que garante a fotografia que todos procuram: um mar de nuvens a preencher os vales em baixo enquanto o próprio pico se mantém limpo. Está frio e exposto a essa altitude mesmo no verão, por isso leve uma camada a sério, não apenas um casaco para mais tarde.
5. 25 Fontes — melhor numa manhã encoberta
Contra a intuição, esta cascata e o seu poço, no coração da laurissilva, fotografam-se melhor sem sol direto — a luz forte do meio-dia queima as luzes altas na água e deixa o solo da floresta em sombra pesada, enquanto uma luz plana e encoberta deixa os verdes e o borrifo da cascata mostrarem-se de forma uniforme. É um percurso a pé de 3 a 4 horas ida e volta a partir do parque de estacionamento do Rabaçal, e exige reserva no sistema SIMplifica, como as outras levadas da Madeira.
6. Rua de Santa Maria, Zona Velha — melhor ao meio-dia
A zona velha do Funchal é o único ponto desta lista onde o meio-dia realmente funciona — as famosas portas pintadas desta rua estreita, cada uma feita por um artista local ou visitante diferente, ficam quase sempre à sombra dos prédios de ambos os lados, por isso a luz mantém-se uniforme durante a maior parte do dia. Vá com calma; há mais de 200 portas ao longo da rua.
7. Piscinas naturais do Porto Moniz — melhor quando há ondulação
As piscinas de lava vulcânica na ponta noroeste da Madeira fotografam-se melhor exatamente quando as condições de banho estão mais agitadas — uma ondulação atlântica maior lança água a espirrar sobre a rocha negra e as bordas das piscinas, o que é dramático visto de longe, mas é motivo para não entrar na água nesse dia. Verifique a previsão de ondulação antes de subir até lá; os dias calmos dão um banho mais agradável, mas uma fotografia mais plana.
8. Miradouro do Pico dos Barcelos — melhor ao final da tarde
Este miradouro na encosta acima do Funchal olha diretamente para toda a baía — a marina, a zona velha e o terminal de cruzeiros estendidos por baixo das montanhas atrás. Quando as luzes da cidade se ligam antes de anoitecer por completo, é um dos poucos locais que fica bem fotografado depois de o próprio sol já ter desaparecido.
9. Fajã dos Padres — melhor vista da água
Esta enseada junto a uma falésia, com a sua quinta biológica, a que só se chega por teleférico ou por mar, tem um aspeto completamente diferente dependendo de como se chega até lá — do teleférico olha-se para baixo, para os socalcos e para a pequena enseada mais abaixo; de barco, olha-se diretamente para cima, para a falésia de 300 metros atrás da quinta. O ângulo do barco é o que realmente transmite a escala.
10. A costa a partir de um barco privado — melhor na hora dourada
Juntos, o Cabo Girão, a Fajã dos Padres e Câmara de Lobos são, na verdade, uma só fotografia contada em três ângulos, e a única forma de captar os três na mesma luz quente é a partir da água. O Day Trip e o Sunset Trip da Chifbay incluem ambos um plano de drone sobre o barco, por isso fica com o ângulo aéreo além de tudo o que fotografar por si mesmo a partir do convés — algo útil numa costa onde a melhor fotografia raramente é a que se tira da estrada.
A maioria das melhores fotografias da Madeira partilha uma coisa: são tiradas a olhar para a ilha a partir do mar, e não para o mar a partir da ilha.
Onde quer que comece a lista, organize o dia em torno da luz, não apenas do local — a mesma falésia, enseada ou vila pode parecer vulgar ao meio-dia e inesquecível uma hora antes ou depois do nascer ou do pôr do sol.